quarta-feira, 30 de abril de 2008

1º de maio mensagem

1º DE MAIO DIA INTERNACIONAL DO TRABALHO
Aos Trabalhadores e Trabalhadoras desejamos e lutamos por uma sociedade mais justa com salários e condições de trabalho digno.
“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo
Em pleno século XXI, ainda existe o assédio moral, jornada de trabalho superior a 8 horas, e o que mais abomina a relação capital x trabalho é descriminação de trabalhadores portadores de doenças ocupacionais, infecto contagiosas, entre outras ,e principalmente a exclusão de negros e índios dos postos de trabalho.Conclamamos á todos os trabalhadores a unidade da classe pela redução de jornada e pelo fim do fator previdenciário.
Neste primeiro de maio vamos comemorar a unidade dos trabalhadores na luta por um mundo mais justo com respeito aos homens e mulheres que produzem as riquezas para a humanidade.
"Meu Maio",
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era! "Wladimir Maiakovski"

terça-feira, 29 de abril de 2008

FEESSERS /SEC DE FORMAÇÃO Eva Vieira


1º DE MAIO – DIA MUNDIAL DO TRABALHO

A luta de classe ainda é o foco das discussões sobre o desenvolvimento e crescimento da sociedade.
Em pleno século XXI, na categoria dos trabalhadores da saúde vivemos na contramão da história. No século passado houve lutas para redução de jornada diária, hoje os trabalhadores da saúde, muitos destes são dirigentes sindicais laboram até 30 horas consecutiva, ou seja, têm até dois empregos exercendo 12 horas de trabalho e trinta e seis horas de repouso e em outro 36 horas semanais. Nos domingos e feriados fazem 12 horas diurnas e logo assumem em outro mais doze horas de jornada, anterior á esta dobra, na véspera, já laboraram 6 horas. Esta prática é absolutamente nociva para a saúde do trabalhador e reflete na qualidade da assistência á população. O diferente é que no século XVIII, a jornada era imposta pelos patrões, hoje a jornada é livre, ou seja, existe uma jornada de 6 horas diária para o diurno e 12 x 36 para o noturno nas Convenções Coletivas de Trabalho.Em síntese. Os sindicatos conseguiram reduzir a jornada, mas não conseguiram elevar os salários. De outro lado existe a passividade do trabalhador em abolir a luta por melhores salários e assumem a disputa por mais um emprego,o resultado é o baixo salário embalado com o apelo do consumismo, muito mais ainda a falta de solidariedade e responsabilidade com o outro, o que se expressa a ausência de luta por melhor salário por parte da maioria da classe trabalhadora que esta conformada em ter uma extensa jornada de trabalho, mesmo que isto seja prejudicial á saúde e feche postos de trabalho. Mas por outro lado existe um confortável silêncio das autoridades em saúde e a conivência com o empresariado, o que significa que trabalhador ocupado não pensa e nem reage, apenas consome. Ou, seja enquanto trabalhadores estão presos a meros conceitos de ter é melhor que ser,não há reivindicações por melhores salários, redução de jornada, mais postos de trabalho e outras conquistas que há muito são desejadas, mas esquecidas nas reivindicações. Apesar das mazelas no mundo do trabalho em decorrência da exploração que permeia a sociedade capitalista, o sonho dos trabalhadores continua sendo uma sociedade mais justa e mais solidária, com emprego e salário digno para todos os trabalhadores. A missão de lutar por justiça social é a bandeira sindical.
( Texto Eva Vieira)Diretora Secretária de Formação da Feessers .

“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.” – Perseu Abramo

O TEXTO ABAIXO DESCREVE A HISTÓRIA DO 1º DE MAIO

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.
Fonte: IBGE / Ministério do Trabalho
Chicago, maio de 1886
O retrocesso vivido nestes primórdios do século XXI remete-nos diretamente aos piores momentos dos primórdios do Modo de Produção Capitalista, quando ainda eram comuns práticas ainda mais selvagens. Não apenas se buscava a extração da mais-valia, através de baixos salários, mas até mesmo a saúde física e mental dos trabalhadores estava comprometida por jornadas que se estendiam até 17 horas diárias, prática comum nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos. ]

Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho. Greves, nem sempre pacíficas, explodiam por todo o mundo industrializado. Chicago, um dos principais pólos industriais norte-americanos, também era um dos grandes centros sindicais. Duas importantes organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e social-democratas. Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve operária. À época, Chicago não era apenas o centro da máfia e do crime organizado era também o centro do anarquismo na América do Norte, com importantes jornais operários como o Arbeiter Zeitung e o Verboten, dirigidos respectivamente por August Spies e Michel Schwab.
Como já se tornou praxe, os jornais patronais chamavam os líderes operários de cafajestes, preguiçosos e canalhas que buscavam criar desordens. Uma passeata pacífica, composta de trabalhadores, desempregados e familiares silenciou momentaneamente tais críticas, embora com resultados trágicos no pequeno prazo. No alto dos edifícios e nas esquinas estava posicionada a repressão policial. A manifestação terminou com um ardente comício.

Manifestações do Primeiro de Maio de 1886

No dia 3, a greve continuava em muitos estabelecimentos. Diante da fábrica McCormick Harvester, a policia disparou contra um grupo de operários, matando seis, deixando 50 feridos e centenas presos, Spies convocou os trabalhadores para uma concentração na tarde do dia 4. O ambiente era de revolta apesar dos líderes pedirem calma.
Os oradores se revesavam; Spies, Parsons e Sam Fieldem, pediram a união e a continuidade do movimento. No final da manifestação um grupo de 180 policiais atacou os manifestantes, espancando-os e pisoteando-os. Uma bomba estourou no meio dos guardas, uns 60 foram feridos e vários morreram. Reforços chegaram e começaram a atirar em todas as direções. Centenas de pessoas de todas as idades morreram.
A repressão foi aumentando num crescendo sem fim: decretou-se “Estado de Sítio” e proibição de sair às ruas. Milhares de trabalhadores foram presos, muitas sedes de sindicatos incendiadas, criminosos e gângsters pagos pelos patrões invadiram casas de trabalhadores, espancando-os e destruindo seus pertences.
A justiça burguesa levou a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. O julgamento começou dia 21 de junho e desenrolou-se rapidamente. Provas e testemunhas foram inventadas. A sentença foi lida dia 9 de outubro, no qual Parsons, Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão.

Spies fez a sua última defesa:

"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, esperam a redenção – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"

Parsons também fez um discurso:

"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão". Fez um relato da ação dos trabalhadores, desmascarando a farsa dos patrões com minúcias e falou de seus ideais:

"A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objetivo do socialismo".


Mártires de Chicago: Parsons, Engel, Spies e Fischer foram enforcados, Lingg (ao centro) suicidou-se na prisão.
No dia 11 de novembro, Spies, Engel, Fischer e Parsons foram levados para o pátio da prisão e executados. Lingg não estava entre eles, pois suicidou-se. Seis anos depois, o governo de Illinois, pressionado pelas ondas de protesto contra a iniqüidade do processo, anulou a sentença e libertou os três sobreviventes.
Em 1888 quando a AFL realizou o seu congresso, surgiu a proposta para realizar nova greve geral em 1º de maio de 1890, a fim de se estender a jornada de 8 horas às zonas que ainda não haviam conquistado.
No centenário do início da Revolução Francesa, em 14 de julho de 1889, reuniu-se em Paris um congresso operário marxista. Os delegados representavam três milhões de trabalhadores. Esse congresso marca a fundação da Segunda Internacional. Nele Herr Marx expulsou os anarquistas, cortou o braço esquerdo do movimento operário num momento em que a concordância entre todos os socialistas, comunistas e anarquistas residia na meta: chegada a uma sociedade sem classes, sem exploração, justa, fraterna e feliz. Os meios a empregar-se para atingir aquele objetivo constituíam os principais pontos de discordância: Herr Marx, com toda a sua genialidade incontestável, levou adiante a tese de que somente através de uma “Ditadura do Proletariado” se poderia ter os meios necessários à abolição da sociedade de classes, da exploração do homem pelo homem. Mikhail Bakunin, radical libertário, contrapondo-se a Marx, criou a nova máxima: “Não se chega à Luz através das Trevas.” Segundo o Anarquista russo, deve-se buscar uma sociedade feliz, sem classes, sem exploração e sem “ditadura” intermediária de espécie alguma! A tendência majoritária do Congresso ficou em torno de Herr Marx e os Anarquistas foram, vale repetir, expulsos. Muitos têm apontado nesta ruptura de 1890 os motivos do fracasso do socialismo dito “real”: enfatizou-se mais do que o necessário a questão da “ditadura” e o “proletariado” acabou esquecido. A própria China de hoje (2004) é disso exemplo: uma pequenina casta de empresários lidera ditatorialmente uma nação equalizada à força aproximando perigosamente aquela tendência do neoliberalismo...
Fechando este parêntese que já vai longo, voltemos à reunião do Congresso Operário de 1890: na hora da votar as resoluções, o belga Raymond Lavigne encaminhou uma proposta de organizar uma grande manifestação internacional, ao mesmo tempo, com data fixa, em todas os países e cidades pela redução da jornada de trabalho para 8 horas e aplicação de outras resoluções do Congresso Internacional. Como nos Estados Unidos já havia sido marcada para o dia 1º de maio de 1890 uma manifestação similar, manteve-se o dia para todos os países.
No segundo Congresso da Segunda Internacional em Bruxelas, de 16 a 23 de setembro de 1891, foi feito um balanço do movimento de 1890 e no final desse encontro foi aprovada a resolução histórica: tornar o 1º de maio como "um dia de festa dos trabalhadores de todos os países, durante o qual os trabalhadores devem manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações, bem como sua solidariedade".
Como vemos, a greve de 1º de maio de 1886 em Chicago, nos Estados Unidos, não foi um fato histórico isolado na luta dos trabalhadores, ela representou o desenrolar de um longo processo de luta em várias partes do mundo que, já no século XIX, acumulavam várias experiências no campo do enfrentamento entre o capital (trabalho morto apropriado por poucos) versus trabalho (seres humanos vivos, que amam, desejam, constroem e sonham!).
O incipiente movimento operário que nascera com a revolução industrial, começava a atentar para a importância da internacionalização da luta dos trabalhadores. O próprio massacre ao movimento grevista de Chicago não foi o primeiro, mas passou a simbolizar a luta pela igualdade, pelo fim da exploração e das injustiças.
Muitos foram os que tombaram na luta por mundo melhor, do massacre de Chicago aos dias de hoje, um longo caminho de lutas históricas foi percorrido. Os tempos atuais são difíceis para os trabalhadores, a nova revolução tecnológica criou uma instabilidade maior, jornadas mais longas com salários mais baixos, cresceu o número de seres humanos capazes de trabalhar, porém para a nova ordem eles são descartáveis. Essa é a modernidade neoliberal, a realidade do século que iniciamos, a distância parece pequena em comparação com a infância do capitalismo, parecemos muito mais próximos dela do que da pseudo racionalidade neoliberal, que muitos ideólogos querem fazer crer.
A realidade nos mostra a face cruel do capital, a produção capitalista continua a fazer apelo ao trabalho infantil, somente na Ásia, seriam 146 milhões nas fábricas, e segundo as Nações Unidas, um milhão de crianças são lançadas no comércio sexual a cada ano!
A situação da classe trabalhadora não é fácil; nesse período houve avanços, mas a nova revolução tecnológica do final do século XX trouxe à tona novamente questões que pareciam adormecidas. Tal qual no final do século XIX, a redução da jornada de trabalho é a principal bandeira do movimento sindical brasileiro; na outra ponta uma sucessão de governos neoliberais (Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva) fazem o inimaginável pela supressão de direitos trabalhistas conquistados a duras penas ao longo dos anos (13º salário, direito a férias remuneradas, multa de 40% por rompimento de contrato de trabalho, Licença Maternidade, etc.) ampliando as dificuldades ao trabalho, principalmente face a uma crise de desemprego crescente, e simplificando cada vez mais a vida da camada patronal. Neste sentido, naturalmente, a reflexão das lutas históricas passadas torna-se essencialmente importante, como aprendizagem para as lutas atuais.





O Dia do Trabalho no Brasil


No Brasil, como não poderia deixar de ser, as comemorações do 1º de maio também estão relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho. A primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes políticos como Silvério Fontes, Sóter Araújo e Carlos Escobar. A data foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. Desde então, comícios, pequenas passeatas, festas comemorativas, piqueniques, shows, desfiles e apresentações teatrais ocorrem por todo o país.
Com Getúlio Vargas – que governou o Brasil como chefe revolucionário e ditador por 15 anos e como presidente eleito por mais quatro – o 1º de maio ganhou status de “dia oficial” do trabalho. Era nessa data que o governante anunciava as principais leis e iniciativas que atendiam as reivindicações dos trabalhadores, como a instituição e, depois, o reajuste anual do salário mínimo ou a redução de jornada de trabalho para oito horas. Vargas criou o Ministério do Trabalho, promoveu uma política de atrelamento dos sindicatos ao Estado, regulamentou o trabalho da mulher e do menor, promulgou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo o direito a férias e aposentadoria.
Na Constituição de 1988, promulgada no contexto da distensão e redemocratização do Brasil após a ditadura militar (que perseguiu e colocou no mesmo balaio liberais, comunistas e cristãos progressistas), apesar de termos 80% dos tópicos defendendo a propriedade e meros 20% defendendo a vida humana e a felicidade, conseguiu-se uma série de avanços – hoje colocados em questão – como as Férias Remuneradas, o 13º salário, multa de 40% por rompimento de contrato de trabalho, Licença Maternidade, previsão de um salário mínimo capaz de suprir todas as necessidades existenciais, de saúde e lazer das famílias de trabalhadores, etc.
A luta de hoje, como a luta de sempre, por parte dos trabalhadores, reside em manter todos os direitos constitucionais adquiridos e buscar mais avanços na direção da felicidade do ser humano.
Lázaro Curvêlo Chaves - Primeiro de Maio de 2004

"Meu Maio", de Vladimir Maiakovski
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!


Saiba mais sobre Movimentos Operários no Brasil e no Mundo. Clique aqui.

domingo, 27 de abril de 2008

CONSELHO MUNICPAL DE SAÚDE DE CRUZ ALTA ELEGE MESA DIRETORA COM MANDATO TAMPÃO

Um breve histórico do Conselho Municipal de Cruz Alta/RS - CMS/CA:

Em 1993, os moviemntos sociais e sindicais de Cruz Alta institui o CMS/CA através de um decreto lei do então prefeito Nilton Paulo Homercher. O primeiro presidente do CMS/CA foi o diretor sindical Milton Francisco Kempfer. A mesa Diretora composta com 4 membros: Presidente, Vice Presidente, Secretário e 2º secretário. A plenária do CMS é composta por representações sindicais de trabalhadores e empregadores, trabalhadores da saúde, Associações de moradores, Associações profissionais, prestadores e governo. A função do conselho ou suas prerrogativas estão descritas na lei 81.42/1990 e nas resoluções do CNS( 333/2003), bem como nas conferências de saúde. Sintéticamente os conselhos de saúde são orgão permanentes de fiscalização, deliberativo e propositivo nas políticas e programas de saúde. A funçâo dos conselheiros é de relevância pública e não remunerada. O voto do Conselheiro deve ser discutido com a sua entidade, não é voto pessoal. O CMS/CA passou por várias etapas, tendo construido debates importantes para a municipalização da saúde de Cruz Alta, sendo muitas vezes polêmico e questionado a gestão de saúde de vários prefeitos que passaram por Cruz Alta. Na gestão do prefeito José W. Corrêa, houve grande conflito, culminando com a intervenção do então Prefeito no conselho. José W. Corrêa destituiu os conselheiros revogando a lei que criou o CMS/CA e enviando uma nova lei para a câmara de vereadores. Iniciou uma batalha judicial proposta pela direção do SINDIESCA. Foram 9 meses de discussão judicial e bloqueio de verbas para o município, devido a ausência de controle social em Cruz Alta. Houve um acordo, sendo que as entidades excluídas do CMS/CA pelo então prefeito,entre estas o SINDIESCA, retornaram e outras novas foram adicionadas. Desde então o CMS/CA têm sido palco de grandes disputas. Em 1º de abril de 2008 ocorreu a eleição da Mesa Diretora através de um consenço entre todas as representações com a proposta de adequar o regimento interno do CMS á resolução 333/2003 e construir um projeto de lei para ser aprovada na plenária com as entidades que compoêm o CMS. A Mesa Diretora já está trabalhando uma proposta de reforma do rejimento e adequação da lei. Junto com a Mesa Diretora foi eleita uma Comissão de membros para auxiliar na elaboração da proposta do regimento e alteração da lei. A MD. já fez algumas visitas buscando informações e verificando as condições de atendimento nos estabelcimentos de serviços de saúde de Cruz Alta. Entre estes o Pronto Atendimento no Hospital Nosasa Senhora de Fátima.

secretária de formação

MARCO – Consultoria e Assessoria
Imagem Institucional e Formação
Assessoria para Grupos Sociais e Sindicatos
Formação para Dirigentes Sindicais
Planejamento Estratégico
Projetos de Capacitação
Seminários

Seminários de formação sindical da FEESSERS
As Reformas e os desafios do movimento sindical no século XXI

DATA
REGIONAL
SINDICATOS
14 e 15 de Maio
3ª Centra
Santa Cruz , Cachoeira do Sul e Santa Maria
04 e 05 de Junho
6ª Noroeste
Cruz Alta,Ijuí,Santo Ângelo e Santa Rosa;
25 e 26 de Junho
5ª Fronteira Oeste
Alegrete,São Borja,Uruguaiana,Quarai,Livramento,Santiago,Rosário do Sul e São Gabriel;
02 e 03 de Julho
7ª Planalto
Passo Fundo e Erechim.
06 e 07 de Agosto
2ª Serra
Caxias do sul e Lageado
13 e 14 de Agosto
4ª Sul
Pelotas,Rio Grande e Bagé;
20 e 21 de Agosto
1ª Grande Porto Alegre
Porto Alegre,São Leopoldo e Montenegro

Temas: Reforma Trabalhista, Reforma Sindical, Reforma da Previdência e NR 32


Objetivo geral: Apresentar a história da constituição das normas trabalhistas, suas relações com a abordagem capitalista do mundo do trabalho e o papel da teoria socialista no arranjo da legislação trabalhista.

Objetivos específicos: Entender as conseqüências da luta dos trabalhadores para o modo de organização da sociedade capitalista no século XX. Perceber as implicações das transformações do capitalismo para as relações de trabalho no séc. XXI. Como justificar o aumento dos salários dos membros das equipes de saúde em relação a remuneração dos médicos.

Recursos didáticos-metodológicos: Aula expositiva com power point, texto guia preparado pelos coordenadorese apresentação de áudio visual.

Vídeo: Apresentação de DVDs produzido com as fotos da campanha salarial unificada.

Recursos materiais: quadro branco, pincel atômico, pastas com o texto guia e material para anotações, projetor, tela, computador com acesso a internet. Ambiente para cerca de 40 pessoas. Café e biscoitos para o intervalo, chimarrão coletivo.




Programação dos Seminários de formação sindical da FEESSERS
As Reformas e os desafios do movimento sindical no século XXI

08:00 - Abertura
Diretor Presidente da Feessers e Diretor de Formação

08:30 – Reforma Trabalhista.
Apresentação do texto guia e exposição dos aspectos do impacto da Consolidação das Leis do Trabalho nas relações capital e trabalho no século passado e o significado das reformas para as relações de trabalho no contexto atual.

09:00 – Apresentação de DVD do planejamento estratégico da FEESSRS para 2008. Com o resumo das ações dos dirigentes sindicais durante a campanha salarial unificada de 2008.

10:00 – Intervalo.

10:15 – Reforma Sindical.
- O impacto do exercício da presidência da república, por dois mandatos sucessivos, de um torneiro mecânico, sindicalista e dirigente partidário.
- O governo lula e o empoderamento político dos miseráveis através, do bolsa família, dos negros e estudantes de escola públicas através do das cotas e do pró-uni, e as prerrogativas dos sindicatos frente aos empresários.
- O novo papel das centrais sindicais.
- Debate a cerca do custo individual da entrada em um mercado de trabalho regulamentado. - Apresentação do status do trabalho em saúde em um mercado de cerca de 50 Bilhões de reais ao ano, maior do que o da publicidade e o da moda e que pode aumentar em 20 bilhões com a aprovação da PEC 29.
- Discussão sobre os benefícios dos acordos coletivos e da atividade dos dirigentes e delegados sindicais. Trabalhar em uma empresa em que quase tudo é passível de discussão com a classe patronal ou com os gestores:
assédio moral,
demissões injustificadas,
estabilidade por adoecimento no trabalho,
adicional noturno e insalubridade
O empoderamento político que emerge da filiação a entidades de representação de interesses econômicos, sabendo que todo o interesse econômico assenta em bases simbólicas e políticas.

- Na sociedade do século XXI, do big brother, a imagem é o capital simbólico que se converte em dinheiro mais facilmente. No entanto a imagem do médico, ou do cientista como produtor de conhecimento está em decadência neste século devido a descentralização das fontes de informação e de produção de saber. Com a informatização das técnicas de cobrança e de recebimento das verbas investidas em saúde, tivemos uma valorização das atividades que exigem contato com o doente. Para poder receber recursos vinculados a saúde é preciso prestar serviços complexos e para isto o maior custo das instituições deve ser com a folha de pagamento. Citar o exemplo do cirurgião formado em 1982 que abandonou a cirurgia para se dedicar a área de gestão hospitalar porque viu suas técnicas ficarem defasadas nos anos 90. Com a entrada das vídeo-cirúrgias, a sensibilidade tátil do médico foi substituída pela habilidade com o joistck de videogame.
No entanto, exercício do cuidado humanizado não pode ser substituído e é nele que reside a resolutividade e o risco que envolve o tratamento às doenças, seja em ambiente hospitalar ou ambiente de Unidade ou Posto de Saúde. Somos, portanto uma categoria que tem prerrogativas, legitimidade e potencial para exercer maior pressão sobre a gestão das verbas em saúde aumentando nossa massa salarial.

Exposição dos slides com os gastos em saúde no Brasil e a distribuição deles em relação aos demais gastos do governo. A relação entre as horas trabalhadas e os salários dos trabalhadores da saúde de nível médio e superior dentro do mercado de saúde no Brasil e no Rio Grande do Sul.

12:00 - Almoço.

14:00 – A reforma da previdência:
- O problema do uso das verbas da previdência para outras contas do governo.
- O envelhecimento da população e o tamanho do mercado informal.
- O custo do trabalho em saúde, expressado no pagamento de adicional de insalubridade e a aposentadoria especial. Apresentação da tese a respeito do alto índice de adoecimento dos trabalhadores da saúde e do período curto de sobrevida após a aposentadoria.

15:00 – Intervalo.

15:15 – Circulo de debates para a construção das estratégias de gestão do sindicato como veículo de promoção dos interesses da categoria e da população do município tendo em conta:
- População do município;
- Perfil epidemiológico, taxas de permanência, capacidade de responder a contra-referência do centro especializado;
- Áreas atendidas na cidade: média, alta e baixa complexidade;
- O status do trabalhador da saúde no município em relação aos comerciários, agricultores, cooperativados, terceirizados.











No segundo semestre será realizado um projeto de formação para Dirigentes e Representantes do Conselho na sede da FEESSERS.

Proposta de datas para formação para Diretores da FEESSERS e Conselheiros:

Terça Feira: 19 DE JUNHO/2008
Local : Feessers

Horário:
1º Turno: 9 horas até as 12 horas;
2º Turno :14 horas até as 17 hora;
3º Turno: 19 horas até as 21 horas.

Temáticas:

1º Turno: SUS:
a) Controle social / CES e MP
b) AUDITORIA: Remuneração médica, hospitalar e ambulatorial.
PALESTRANTES: responsáveis pelo contato: Milton e Carlos

1º Turno: Comportamento Sindical X Relacionamento com a sociedade Marcos Pires


2º e 3º Turno: Jurídico: Cezar Correa Ramos

a) Direitos trabalhistas.( Adicionais de: Insalubridade,Noturno, Tempo de Serviço)
b) Estabilidade, Férias,licença maternidade.
b) Elaboração de Pauta negocial,


SEMINÁRIO PARA AGOSTO/2008( SISTEMA DIRETIVO FEESSERS)
Marcos Pires: PráticaS sindicais e resistências
Data: Véspera da reunião sistema Diretivo
Local: FEESSERS
Carga horária: 8 horas ( manhã e tarde)
DIEESE: ( Ricardo Franzoi)
Comportamento de mercado
Prática negocial
Parelelo com acordos e convenções já protocoladas
SIMULAÇÃO DE NEGOCIAÇÃO COLETIVA DE TRABALHO

Pendentes: Ficha de avaliação para planejamento do próximo seminário.
Certificado de participação com carga horária.
Ofício para os sindicatos com ficha de inscrição.

domingo, 20 de abril de 2008

HOSPITAL SÃO VICENTE DE PAULO EM CRUZ ALTA PAGA DEZEMBRO/2007 E JANEIRO.FEVEREIRO E MARÇO DE 2008 72 HORAS ANTES DO JULGAMENTO DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA

Desde de 1998 o Hospital São Vicente de Paulo vem pagando os trabalhadores com considerável atraso, chegando até 5 folhas.O SINDIESCA fez denúncias ao MPTB.Informa o sindicato da categoria, os abusos cometido pelo hospital que vai desde as ameaças de demissão caso o trabalhador se filiar ao sindicato e/ ou reclamar dos atrasos, até mesmo se este trabalhador for em assembléia. A Ação Civil Pública( 00421/611) ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho foi julgada procedente em 2003 e solicitada a execução em 2007 pelo procurador do trabalho, sendo que a juiza do trabalho Dra. Rosane Lemes negou-se a executar o Hospital alegando a crise em que supostamente passam os hospitais. foi recorrido é marcado o julgamento para o dia 23/04/2008.
A direção do sindicato marcou para o dia 09/04/008 uma assembléia para discutir a mobilização para cobrar os atrasos de salários. Na última terça feira o hospital convocou os trabalhadores para informar que estaria pagando na sexta feira os salários em atraso. Segundo a direção do HSVP foi conseguido um empréstimo bancário. Até que enfim. A direção do hospital parece que vai cumprir a lei. Quem emprega paga.